segunda-feira, 9 de agosto de 2010

3º Dia da Semana das Familias - Missa na Reparadores da Sagrada Face

Mas uma noite especial na Caminhada da Pastoral Familiar, hoje estivemos na Comunidade Católica Reparadores da Sagrada Face, participamos da Santa Missa e tivemos a graça de ser os Entronizadores do São Miguel Arcanjo em sua Capela.

Em nome da Pastoral, quero agradecer o carinho a nós dispensado.

Que Deus nos Abençoe.







domingo, 8 de agosto de 2010

2º Dia da Semana da Familia - Missa das Familias - Dia 08/08/2010 - Matriz - 09:30 Hs

        Hoje cumprimos o segundo dia da nossa grande semana, com toda Pastoral presente, dia de domingo, dia de reunirmos na casa de nosso Pai Eterno e não foi diferente.

          FELIZ DIA DOS PAIS, QUE O NOSSO SENHOR JESUS CRISTO EM SUA INFINITA MISERICÓRDIA POSSA ABENÇOAR A SUA FAMILIA E O SEU TRABALHO.

Missa de Abertura da Semana da Familia




Hoje aconteceu a Missa de abertura da Semana da Familia do Vicariato Lagos, na Paróquia de Nossa Senhora Aparecida em Bananeiras - Araruama, presidida pelo Pe. Elmir nosso dirigente espiritual nivel vicariato, com as presenças de Frei Goretti, Pe. Ricardo, Diacono João Batista e o Acolito Claudio, e tivemos a oportunidade de apresentar uma encenação com os nossos jovens e ao término a presença de Monsenhor Valdir, que Deus possa abençoar a todas Familias.

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Ser Pai Hoje é um Desafio

Seu modo de ser vai influir na formação dos filhos

Quando Deus escolheu José para ser pai adotivo de Jesus, Ele queria que o Menino tivesse uma referência de família aqui na terra. E uma referência excelente, é claro, tal o valor que o Pai Eterno dá à família e à figura do pai. José, da casa de Davi, não foi escolhido somente por isso. Ele tinha todas as qualidades para ser o pai de Jesus Cristo: homem temente a Deus, honesto, trabalhador, digno, carinhoso, extremamente religioso, colocando somente a sua confiança em Deus. Assumiu a situação mesmo antes de compreendê-la realmente, porque tinha por Maria muito amor, respeito e sentimento de proteção.

O pai é importante na família porque seu exemplo, seu carinho, seu modo de ser vai influir grandemente na formação do caráter dos filhos. Sabemos que há pais descompromissados, que abandonam mãe e filhos, sem contribuir com o seu amor, com o seu bom exemplo, com a sua responsabilidade. Mas estamos falando não apenas do pai biológico, mas daquele pai amoroso, espelho do Pai do Céu, que gera, cria, educa, ama, ensina, está sempre presente na vida do filho.

Deus nos dá o Espírito Santo para que saibamos vencer os obstáculos que o mundo nos apresenta e que aparecem também quando não temos bons exemplos dentro do lar. Mas um pai afetuoso, enérgico, cuidadoso, honrado traz a presença do Espírito Santo na sua família porque ele é o amparo e a proteção de que a família necessita.

No mundo atual, cheio de consumismo, a mãe se vê na contingência de trabalhar fora para ajudar nas despesas da casa. Entretanto, a proteção, não a proteção financeira somente, mas a proteção moral, o apoio, a mão estendida do pai é imprescindível na vida de todo ser humano.

Hoje é difícil ser um verdadeiro pai. A sociedade tem valorizado muito pouco a família. Os pais, na ânsia de poder e riqueza, ou no afã de ganhar a vida para o sustento da família, se esquecem do sustento espiritual, do bom exemplo, do companheirismo, da austeridade, os quais, muitas vezes, se fazem necessários. Poucos são os pais que realmente dão uma educação viva e atuante no campo da fé aos seus filhos, dando o exemplo da participação dominical da Santa Missa e da vivência dos sacramentos. Os discursos emocionam, mas os exemplos dos pais carregam os filhos para o seio da vida comunitária, eclesial e religiosa da Igreja.

Que Deus abençoe os pais não apenas no dia que lhes é consagrado, mas em todos os dias de sua existência e os faça mudar a realidade, trazendo seus filhos para uma vida responsável e digna. Desta forma, os pais de amanhã serão mais presentes e o mundo será melhor. Que São José, pai nutrício de Jesus Cristo, abençoe a todos os nossos pais!

Padre Wagner Augusto Portugal
Vigário Judicial da Campanha (MG)

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Semana da Familia - 07 a 15 de Agosto

Estas Intenções são Especias para a Semana da Familia

1º Mistério

As relações e os valores familiares segundo a Biblia

        O Cristão é chamado a orientar a sua vida e seu relacionamento familiar tendo como centro a Palavra de Deus. Jesus é o grande defensor da familia e quer que a nossa familia se assemelhe cada vez mais ao modelo de como foi sonhada por Deus para nós.
         O Matrimonio e a familia são ideais e valores a se redescobrir e viver em plenitude, constituindo, assim, uma poderosa forma de evangelização para toda a sociedade. nossa única esperança é que o bom senso das pessoas, unido ao desejo pelo outro sexo, à necessidade da maternidade e paternidade que Deus inscreveu na natureza humana, reistam às intenções de substituir o plano de Deus.
          Peçamos a Deus, neste mistério, que nos ajude a viver nossos relacionamentos familiares conforme o seu desejo e não como quer a nossa sociedade.

2º Mistério

Familia: Valores a descobrir e Redescobrir

          Desde algumas décadas, os valores do Matrimonio e da familia sofreram assaltos repetidos que causarão danos graves no plano humano, social e religioso. existem diversos valores que precisam ser redescorbertos na vida Matrimonial, mais ainda, o proprio Matrimonio e a familia devem ser vistos comno valores fundamentais para o ser humano.
           A familia ainda é a fonte do amor e da vida. muito embora digam que não. A familia é, sim, o lar da justiça, da honestidade e da reta conduta moral, apesar do que insistem em dizer. Há muitas familiais boas e que se envergonham de viverem em um mundo onde são desprezadas e, muitas vezes, alvo de gozação. O exemplo de Maria deve fortalecer nossa convicção do que seja a verdadeira vontade de Deus, que entregou seu filho único aos cuidados daquela que foi a serva fiel D'Ele e de toda a humanidade.
           Peçamos a Deus, neste mistério, que nos ajude a descobrir os valores escondidos em nossas familias e que possamos desenvolve-los com fidelidade ao Seu projeto de Amor.

3º Mistério

A Familia e as Virtudes Sociais

          A familia, como comunidade de vida e amor, é o lugar por excelencia onde são formados os homens e mulheres de carater e personalidade direcionados para o bem. Ela é o ambiente adequado para desenvolver as qualidades e virtudes que alimentarão a vida do ser humano. Já no livro do Genesis ela foi planejada e sabiamente pensada por Deus para o bem de toda a humanidade. Homem e mulher criados a imagem e semelhança de Deus. A eles, Deus confia a vida quando diz:"Sede fecundos e multiplicai-vos..."(Gn 1, 28); a eles Deus delega os destinos do mundo quando diz:"... dominai sobre os peixes do mar, as aves do céu e todos os animais que se movem pelo chão". (Gn 1,28)
         Peçamos ao Pai, neste mistério, que nos ajude a ser familias formadores de pessoas virtuosas e com coragem suficiente para resistirmos às tentações do mundo, que nos quer cada vez mais longes D'Ele.

4º Mistério

A Paróquia: Organismo que ajuda a Familia na Formação dos Valores

          A Paróquia mais que um território, estrutura ou edificio, é uma comunidade de fiéis, isto é, uma comunidade onde se descobre o rosto familiar e proximo da Igreja. A Paróquia é, em certo sentido, a propria Igreja que vive entre as casas de seus filhos e de suas filhas. É a casa comum onde todos são bem acolhidos. É o lugar da Comunhão dos crentes e, por sua vez, sinal e instrumento da comum vocação à Comunhão.
           A Paróquia é o lugar de encontro do Cristão, das familias, onde se dá a comunicação fraterna de pessoas e de bens. As Paróquias são celulas vivas da Igreja e lugares priveligiados onde as familias podem viver a experiencia do encontro com Cristo e de sua Igreja.
            Neste mistério, peçamos a Deus que nos ajude a manter sua Casa como o lar de todas as familias da Paróquia e que a cada dia consigamos trazer mais e mais familias ao convivio da Paróquia.

5º Mistério

Familia e Sexualidade

           A sexualidade é riqueza e dimensão estrutural da pessoa, mas tambem a capacidade de entrar em relação e comunicação com os outros, sinal e lugar de abertura, do encontro e do dialogo. A sexualidade é expressão das pessoa intimamente orientada ao amor e ao dom, à fecundidade na conjugalidade ou à escolha virginal. Mas nos nossos dias, a sexualidade esta sendo cada vez mais vivida na superficialidade do sexo. Os jovens, sem compreender o profundo valor do que possuem em si, entregam seus corpos ao sexo banal e a uma busca vazia pelo prazer momentaneo. As familias precisam descobrir dentro do lar o quanto a sexualidade é bela para poder dar testemunho aos seus filhos do que é viver plenamente a virgindade e a castidade dos solteiros e a profundidade do amor conjugal.
          Peçamos, neste mistério, que Deus nos ajude a descobrir a verdade sobre a sexualidade, sem preconceitos e sem medos. olhando para nós e para nosso próximo como expressões de Deus.

Extraido da Hora da Familia - 2010 - 14º edição

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Pedido de Oração


Gostaria de pedir a todo irmão, amigo ou simplesmente visitante desde Blog, que reze uma Ave Maria em intenção ao nosso grande irmão VALDEK, que sofreu um pequeno acidente no trabalho no dia 29 de julho de 2010, graças a Deus esta se recuperando, mas vamos fazer uma grande corrente de oração por todos os enfermos. desde já peço a benção de Deus, por todos aqueles que doarem e aceitarem esse pedido de oração

quinta-feira, 29 de julho de 2010

O Jovem e a Familia

Vamos escutar o testemunhos deles:Quando estamos diante de um conflito juvenil procuramos a causa dos problemas fora e quase nunca dentro, esquecendo-nos de que a maioria dos problemas dos jovens nasce do ambiente onde vivem e onde desenvolvem a própria personalidade. A família continua sendo o centro essencial da serena realização dos jovens, portanto, nada e ninguém pode interferir positiva ou negativamente nas escolhas e no futuro destes jovens. O saudoso Santo Padre João Paulo II, durante seu pontificado, quando se referia à família, várias vezes destacou este aspecto importante e, ao mesmo tempo, delicado na formação e na vida das novas gerações. Por este motivo, gostaria de propor o testemunho de Fausto e Paola, um casal que teve a experiência da importância de se tornarem testemunhos autênticos dos valores humanos e cristãos em família, para assim, evitar a perda dos filhos. Estes pais perderam uma filha para o mundo das drogas, a qual foi reencontrada na luz de Cristo por intermédio da Comunidade Cenáculo, onde também este casal reencontrou o sentido de ser família.

Pai: A descoberta que fizemos de que a nossa filha estava fazendo uso de drogas foi um drama para nós dois. Mas, na verdade, os problemas já existiam desde antes, já chegamos à conclusão de que o núcleo familiar que tínhamos interferiu sobre o comportamento da nossa filha. Quando minha esposa se deu conta de que a nossa filha se drogava, foi uma cruz que nos pegou de improviso e naquele momento posso dizer que provei sensações terríveis como pai, as quais jamais pensei provar: primeiro a de muita raiva ao ver o desespero da minha filha e segundo a da minha própria aflição como pai, já que me culpava por tudo e repensava angustiadamente em toda a minha vivência como pai e marido.

De fato, depois que minha esposa ingressou na comunidade, vi que aconteceu um verdadeiro milagre: De um lado, pela minha filha e do outro, no que diz respeito a nós como família. Um dia, pedi que uma moça me contasse em que estado se encontrava quando entrou na comunidade e ela me respondeu que esteve em estado bem pior do que a minha filha. A partir dessa afirmação, meu coração se abriu e comecei a confiar na salvação da minha filha, mesmo que, para mim, fosse difícil acreditar em algo que estava além da minha razão. Entretanto, diante daqueles testemunhos resolvi também abraçar o caminho que me estava sendo proposto. O milagre maior foi que minha filha entrou na casa que ficava localizada vizinha a Lourdes, na França. No dia em que a acompanhei, parei diante daquela Nossa Senhora que nunca tinha visto ou sonhado encontrar, já que meu trabalho, sucesso e presunção nunca haviam me permitido me dobrar diante daquele presença celestial, e rezei um rosário em lágrimas, vendo, ao mesmo tempo, escorrer diante de mim toda a minha vida vazia de verdadeiros valores e de compromissos sérios, visto que estes estavam sempre ligados ao trabalho e ao reconhecimento.

Mãe: Agradeço à Comunidade Cenáculo por aquilo que fez e está fazendo por nós. Em mim aconteceu e continua acontecendo esta transformação. Apesar das dificuldades que encontro todos os dias, hoje tenho confiança e encontro a força para enfrentá-las dia a dia.

Eu me volto agora às mães e aos pais que, neste momento, estão desesperados. Quero gritar a alegria de ter encontrado o Senhor! Quero voltar-me aos pais que não se dão conta de que os filhos estão ma:, eu sei que vocês não se dão conta, porque, muitas vezes, eles escondem, dizem mentiras e você acredita neles ou porque nunca pensam que eles serão capazes de fazer certas coisas, afinal de contas são seus filhos, entretanto, mesmo assim digo: Abram os olhos! Preciso ser sincera, depois de várias tentativas com psicólogos, com assistentes de serviços sociais, quando eles me tranquilizavam e minha filha era aceita pela sociedade e por todos mesmo sendo drogada. Da minha parte, eu não aceitava isso e todos os insucessos das tentativas. Foi quando finalmente encontrei uma luz na Comunidade Cenáculo, onde as mães de outros jovens que ali estavam me diziam: “Coloque-se em oração, pois desta forma você verá que a oração é capaz de sustentar. A oração te ajudará”. Mas, mesmo assim, minha resposta era: “Isso é um absurdo! Sim, posso rezar, inclusive já rezava antes, mas…”. Depois, comecei a fazer o que elas me diziam e comecei a rezar com o coração.

Falei do meu desespero para Nossa Senhora e pedi que ela me ajudasse. Aos poucos fui vendo que isso me sustentava e me enchia de confiança. A grande força que esta comunidade deu a mim e a nós como casal foi a de termos confiança, não termos medo e confiarmos inteiramente em Jesus. Nossa Senhora nos deu essa força! Estivemos em Lourdes, depois em Medjugorje e em ambos os lugares senti a força da presença da Virgem Maria e o dom que ela nos deu por meio da comunidade. Naquele lugar pude conhecer outros pais, rezar junto com eles e orar diante do ícone de Nossa Senhora Mãe da Ternura, que passa por todas as nossas casas. A força da nossa família hoje está em acreditar que, apesar dos insucessos, tentações, raivas que tivemos por não termos conseguido salvar nossa filha sozinhos, foi o amor de Deus que nos salvou.

Senhor Jesus, dê a cada família a consciência da própria missão de educar e conduzir os filhos à vida e à esperança. Faça, Senhor, com que cada família seja reflexo do Teu amor misericordioso e o lugar da abertura dos jovens a Cristo, luz e vida do mundo. Amém!
 
Essa mensagem me foi enviada por dois jovens, que nos acompanham com os pais na Pastoral
 
obrigado
 
Laiane e Michael Kennedy

quarta-feira, 28 de julho de 2010

A Situação da Familia no Mundo de Hoje

A situação em que se encontra a família apresenta aspectos positivos e aspectos negativos: sinal, naqueles, da salvação de Cristo operante no mundo; sinal, nestes, da recusa que o homem faz ao amor de Deus.

Por um lado, de fato, existe uma consciência mais viva da liberdade pessoal e uma maior atenção à qualidade das relações interpessoais no matrimónio, à promoção da dignidade da mulher, à procriação responsável, à educação dos filhos; há, além disso, a consciência da necessidade de que se desenvolvam relações entre as famílias por uma ajuda recíproca espiritual e material, a descoberta de novo da missão eclesial própria da família e da sua responsabilidade na construção de uma sociedade mais justa. Por outro lado, contudo, não faltam sinais de degradação preocupante de alguns valores fundamentais: uma errada concepção teórica e prática da independência dos cônjuges entre si; as graves ambiguidades acerca da relação de autoridade entre pais e filhos; as dificuldades concretas, que a família muitas vezes experimenta na transmissão dos valores; o número crescente dos divórcios; a praga do aborto; o recurso cada vez mais frequente à esterilização; a instauração de uma verdadeira e própria mentalidade contraceptiva.

Na raiz destes fenómenos negativos está muitas vezes uma corrupção da ideia e da experiência de liberdade concebida não como capacidade de realizar a verdade do projecto de Deus sobre o matrimónio e a família, mas como força autónoma de afirmação, não raramente contra os outros, para o próprio bem-estar egoístico.

Merece também a nossa atenção o facto de que, nos países do assim chamado Terceiro Mundo, faltem muitas vezes às famílias quer os meios fundamentais para a sobrevivência, como o alimento, o trabalho, a habitação, os medicamentos, quer as mais elementares liberdades. Nos países mais ricos, pelo contrário, o bem-estar excessivo e a mentalidade consumística, paradoxalmente unida a uma certa angústia e incerteza sobre o futuro, roubam aos esposos a generosidade e a coragem de suscitarem novas vidas humanas: assim a vida é muitas vezes entendida não como uma bênção, mas como um perigo de que é preciso defender-se.

A situação histórica em que vive a família apresenta-se, portanto, como um conjunto de luzes e sombras.

Isto revela que a história não é simplesmente um progresso necessário para o melhor, mas antes um acontecimento de liberdade, e ainda um combate entre liberdades que se opõem entre si; segundo a conhecida expressão de Santo Agostinho, um conflito entre dois amores: o amor de Deus impelido até ao desprezo de si, e o amor de si impelido até ao desprezo de Deus.

Segue-se que só a educação para o amor, radicada na fé, pode levar a adquirir a capacidade de interpretar «os sinais dos tempos», que são a expressão histórica deste duplo amor.

Exortação Familiaris Consortio

terça-feira, 27 de julho de 2010

Mensagem do Papa Bento XVI para as familias em dezembro de 2007

1. NO INÍCIO DE UM ANO NOVO, desejo fazer chegar meus ardentes votos de paz, acompanhados duma calorosa mensagem de esperança, aos homens e mulheres do mundo inteiro; faço-o, propondo à reflexão comum o tema com que abri esta mensagem e que me está particularmente a peito: Família humana, comunidade de paz. Com efeito, a primeira forma de comunhão entre pessoas é a que o amor suscita entre um homem e uma mulher decididos a unir-se estavelmente para construírem juntos uma nova família. Entretanto, os povos da terra também são chamados a instaurar entre si relações de solidariedade e colaboração, como convém em membros da única família humana: « Os homens – sentenciou o Concílio Vaticano II – constituem todos uma só comunidade; todos têm a mesma origem, pois foi Deus quem fez habitar em toda a terra o inteiro género humano (Act 17, 26); têm também todos um só fim último, Deus ».(1)

Família, sociedade e paz

2. A família natural, enquanto comunhão íntima de vida e de amor fundada sobre o matrimónio entre um homem e uma mulher,(2) constitui « o lugar primário da ‘‘humanização'' da pessoa e da sociedade »,(3) o « berço da vida e do amor ».(4) Por isso, a família é justamente designada como a primeira sociedade natural, « uma instituição divina colocada como fundamento da vida das pessoas, como protótipo de todo o ordenamento social ».(5)

3. Com efeito, numa vida familiar « sã » experimentam-se algumas componentes fundamentais da paz: a justiça e o amor entre irmãos e irmãs, a função da autoridade manifestada pelos pais, o serviço carinhoso aos membros mais débeis porque pequenos, doentes ou idosos, a mútua ajuda nas necessidades da vida, a disponibilidade para acolher o outro e, se necessário, perdoar-lhe. Por isso, a família é a primeira e insubstituível educadora para a paz. Não admira, pois, que a violência, quando perpetrada em família, seja sentida como particularmente intolerável. Deste modo, quando se diz que a família é « a primeira célula vital da sociedade »,(6) afirma-se algo de essencial. A família é fundamento da sociedade inclusivamente porque permite fazer decisivas experiências de paz. Devido a isso, a comunidade humana não pode prescindir do serviço que a família realiza. Onde poderá o ser humano em formação aprender melhor a apreciar o « sabor » genuíno da paz do que no « ninho » primordial que a natureza lhe prepara? A linguagem familiar usa um léxico de paz; aqui é necessário recorrer sempre para não perder o uso do vocabulário da paz. Na inflação das linguagens, a sociedade não pode perder a referência àquela « gramática » que cada criança aprende dos gestos e olhares da mãe e do pai, antes mesmo das suas palavras.

4. Uma vez que a família tem o dever de educar os seus membros, a mesma é titular de direitos específicos. A própria Declaração Universal dos Direitos Humanos, que constitui uma aquisição de civilização jurídica de valor verdadeiramente universal, afirma que « a família é o núcleo natural e fundamental da sociedade e tem direito a ser protegida pela sociedade e pelo Estado ».(7) Por seu lado, a Santa Sé quis reconhecer uma especial dignidade jurídica à família, publicando a Carta dos Direitos da Família. Lê-se no Preâmbulo: « Os direitos da pessoa, ainda que expressos como direitos do indivíduo, têm uma dimensão social fundamental, que encontra na família a sua expressão originária e vital ».(8) Os direitos enunciados na Carta são expressão e explicitação da lei natural, inscrita no coração do ser humano e que lhe é manifestada pela razão. A negação ou mesmo a restrição dos direitos da família, obscurecendo a verdade sobre o homem, ameaça os próprios alicerces da paz.

5. Deste modo quem, mesmo inconscientemente, combate o instituto familiar, debilita a paz na comunidade inteira, nacional e internacional, porque enfraquece aquela que é efectivamente a principal « agência » de paz. Este é um ponto que merece especial reflexão: tudo o que contribui para debilitar a família fundada sobre o matrimónio de um homem e uma mulher, aquilo que directa ou indirectamente refreia a sua abertura ao acolhimento responsável de uma nova vida, o que dificulta o seu direito de ser a primeira responsável pela educação dos filhos, constitui um impedimento objectivo no caminho da paz. A família tem necessidade da casa, do emprego ou do justo reconhecimento da actividade doméstica dos pais, da escola para os filhos, de assistência sanitária básica para todos. Quando a sociedade e a política não se empenham a ajudar a família nestes campos, privam-se de um recurso essencial ao serviço da paz. De forma particular os meios de comunicação social, pelas potencialidades educativas de que dispõem, têm uma responsabilidade especial de promover o respeito pela família, de ilustrar as suas expectativas e os seus direitos, de pôr em evidência a sua beleza.

A humanidade é uma grande família

6. A própria comunidade social, para viver em paz, é chamada a inspirar-se nos valores por que se rege a comunidade familiar. Isto vale tanto para as comunidades locais como nacionais; mais, vale para a própria comunidade dos povos, para a família humana que vive nesta casa comum que é a terra. Numa tal perspectiva, porém, não se pode esquecer que a família nasce do « sim » responsável e definitivo de um homem e de uma mulher e vive do « sim » consciente dos filhos que pouco a pouco entram a fazer parte dela. Para prosperar, a comunidade familiar tem necessidade do consenso generoso de todos os seus membros. É preciso que esta consciência se torne convicção partilhada também por quantos são chamados a formar a família humana comum. É necessário saber dizer o « sim » pessoal a esta vocação que Deus inscreveu na nossa própria natureza. Não vivemos uns ao lado dos outros por acaso; estamos percorrendo todos um mesmo caminho como homens e por isso como irmãos e irmãs. Desta forma, é essencial que cada um se empenhe por viver a própria vida em atitude de responsabilidade diante de Deus, reconhecendo n'Ele a fonte originária da existência própria e alheia. É subindo até este Princípio supremo que se pode perceber o valor incondicional de todo o ser humano, colocando as premissas para a edificação duma humanidade pacificada. Sem este Fundamento transcendente, a sociedade é apenas uma agregação de vizinhos, e não uma comunidade de irmãs e irmãos chamados a formar uma grande família.

Família, comunidade humana e ambiente

7. A família precisa duma casa, dum ambiente à sua medida onde tecer as próprias relações. No caso da família humana, esta casa é a terra, o ambiente que Deus criador nos deu para que o habitássemos com criatividade e responsabilidade. Devemos cuidar do ambiente: este foi confiado ao homem, para que o guarde e cultive com liberdade responsável, tendo sempre como critério orientador o bem de todos. Obviamente, o ser humano tem um primado de valor sobre toda a criação. Respeitar o ambiente não significa considerar a natureza material ou animal mais importante do que o homem; quer dizer antes não a considerar egoisticamente à completa disposição dos próprios interesses, porque as gerações futuras também têm o direito de beneficiar da criação, exprimindo nela a mesma liberdade responsável que reivindicamos para nós. Nem se hão-de esquecer os pobres, em muitos casos excluídos do destino universal dos bens da criação. Actualmente a humanidade teme pelo futuro equilíbrio ecológico. Será bom que as avaliações a este respeito se façam com prudência, no diálogo entre peritos e cientistas, sem acelerações ideológicas para conclusões apressadas e sobretudo pondo-se conjuntamente de acordo sobre um modelo de progresso sustentável, que garanta o bem-estar de todos no respeito dos equilíbrios ecológicos. Se a tutela do ambiente comporta os seus custos, estes devem ser distribuídos com justiça tendo em conta a disparidade de desenvolvimento dos vários países e a solidariedade com as futuras gerações. Prudência não significa deixar de assumir as próprias responsabilidades e adiar as decisões; significa antes assumir o empenho de decidir juntos depois de ter ponderado responsavelmente qual a estrada a percorrer, com o objectivo de reforçar aquela aliança entre ser humano e ambiente que deve ser espelho do amor criador de Deus, de Quem provimos e para Quem estamos a caminho.

8. A tal propósito, é fundamental « sentir » a terra como « nossa casa comum » e escolher, para uma gestão da mesma ao serviço de todos, a estrada do diálogo em vez de decisões unilaterais. Podem-se aumentar, se for necessário, os lugares institucionais a nível internacional, para se enfrentar conjuntamente o governo desta nossa « casa »; mas, o que mais conta é fazer maturar nas consciências a convicção da necessidade de colaborar responsavelmente. Os problemas que se desenham no horizonte são complexos e o tempo escasseia. Para fazer frente de maneira eficaz à situação, é preciso agir de comum acordo. Um âmbito onde seria particularmente necessário intensificar o diálogo entre as nações é o da gestão dos recursos energéticos do planeta. A tal respeito, uma dupla urgência preme sobre os países tecnologicamente avançados: é preciso, por um lado, rever os elevados níveis de consumo devido ao modelo actual de progresso e, por outro, providenciar adequados investimentos para a diferenciação das fontes de energia e o melhoramento da sua utilização. Os países emergentes sentem carência de energia, mas às vezes esta carência é remediada prejudicando os países pobres, que, pela insuficiência das suas infra-estruturas nomeadamente tecnológicas, se vêem obrigados a vender ao desbarato os recursos energéticos em seu poder. Às vezes a sua própria liberdade política é posta em discussão por formas de protectorado ou, em todo o caso, de condicionamento que resultam claramente humilhantes.

Família, comunidade humana e economia

9. Condição essencial para a paz nas famílias é que estas assentem sobre o alicerce firme de valores espirituais e éticos compartilhados. No entanto, é preciso acrescentar que a família experimenta autenticamente a paz quando a ninguém falta o necessário, e o património familiar – fruto do trabalho de alguns, da poupança de outros e da colaboração activa de todos – é bem gerido na solidariedade, sem excessos nem desperdício. Para a paz familiar, portanto, é necessária a abertura a um património transcendente de valores, mas, simultaneamente, há que não menosprezar a sapiente gestão quer dos bens materiais quer das relações entre as pessoas. O falimento desta componente tem como consequência a quebra da confiança recíproca devido às perspectivas incertas que passam a gravar sobre o futuro do núcleo familiar.

10. O mesmo se diga daquela grande família que é a humanidade no seu todo. De facto a família humana, que hoje aparece ainda mais interligada pelo fenómeno da globalização, além de um alicerce de valores compartilhados tem necessidade também de uma economia que corresponda verdadeiramente às exigências de um bem comum com dimensões planetárias. A referência à família natural revela-se, sob este ponto de vista também, singularmente sugestiva. Entre os indivíduos humanos e entre os povos, é preciso promover relações correctas e sinceras, que permitam a todos colaborarem num plano de paridade e justiça. Ao mesmo tempo, tem-se de trabalhar por uma sábia utilização dos recursos e uma equitativa distribuição da riqueza. De forma particular, as ajudas concedidas aos países pobres devem obedecer a critérios duma lógica económica sã, evitando desperdícios que no fim de contas resultam sobretudo do funcionamento de custosos aparelhos burocráticos. É preciso ter em devida conta também a exigência moral de fazer com que a organização económica não obedeça somente às duras leis do lucro imediato, que se podem revelar desumanas.

Família, comunidade humana e lei moral

11. Uma família vive em paz, se todos os seus componentes se sujeitam a uma norma comum: é esta que impede o individualismo egoísta e que mantém unidos os indivíduos, favorecendo a sua coexistência harmoniosa e laboriosidade para o fim comum. Tal critério, em si óbvio, vale também para as comunidades mais amplas: desde as locais passando pelas nacionais, até à própria comunidade internacional. Para se gozar de paz, há necessidade duma lei comum que ajude a liberdade a ser verdadeiramente tal, e não um arbítrio cego, e que proteja o fraco da prepotência do mais forte. Na família dos povos, verificam-se muitos comportamentos arbitrários, seja dentro dos diversos Estados seja nas relações destes entre si. Além disso, não faltam situações em que o fraco tem de inclinar a cabeça não frente às exigências da justiça mas à força nua e crua de quem possui mais meios do que ele. É preciso repeti-lo: a força há-de ser sempre disciplinada pela lei, e isto mesmo deve acontecer também nas relações entre Estados soberanos.

12. Sobre a natureza e a função da lei, já muitas vezes se pronunciou a Igreja: a norma jurídica que regula as relações das pessoas entre si, disciplinando os comportamentos externos e prevendo também sanções para os transgressores, tem como critério a norma moral assente na natureza das coisas. A razão humana, por sua vez, é capaz de discerni-la, pelo menos nas suas exigências fundamentais, subindo assim até à Razão criadora de Deus que está na origem de todas as coisas. Esta norma moral deve regular as opções das consciências e guiar todos os comportamentos dos seres humanos. Existirão normas jurídicas para as relações entre as nações que formam a família humana? E, se existem, serão operativas? Eis a resposta: sim, as normas existem, mas para fazer com que sejam verdadeiramente operativas é preciso subir até à norma moral natural como base da norma jurídica; de contrário, esta fica à mercê de frágeis e provisórios consensos.

13. O conhecimento da norma moral natural não está vedado ao homem que entre em si mesmo e, tendo diante dos olhos o próprio destino, se interrogue sobre a lógica interna das mais profundas inclinações presentes no seu ser. Embora com perplexidades e incertezas, ele pode chegar a descobrir, pelo menos nas suas linhas essenciais, esta lei moral comum que, independentemente das diferenças culturais, permite aos seres humanos entenderem-se entre si quanto aos aspectos mais importantes do bem e do mal, do justo e do injusto. É imprescindível subir até esta lei fundamental, empenhando nesta pesquisa as nossas melhores energias intelectuais sem deixar-se desanimar por equívocos nem confusões. Com efeito, valores radicados na lei natural estão presentes, ainda que de forma fragmentária e nem sempre coerente, nos acordos internacionais, nas formas de autoridade universalmente reconhecidas, nos princípios do direito humanitário recebido nas legislações dos diversos Estados ou nos estatutos dos organismos internacionais. A humanidade não está « sem lei ». É urgente, porém, prosseguir o diálogo sobre estes temas, favorecendo a convergência das próprias legislações dos diversos Estados sobre o reconhecimento dos direitos humanos fundamentais. O crescimento da cultura jurídica no mundo depende, para além do mais, do esforço de tornar as normas internacionais sempre substanciosas de conteúdo profundamente humano, para evitar a sua redução a procedimentos facilmente contornáveis por motivos egoístas ou ideológicos.

Superação dos conflitos e desarmamento

14. A humanidade vive hoje, infelizmente, grandes divisões e fortes conflitos que lançam densas sombras sobre o seu futuro. Temos vastas áreas do planeta envolvidas em tensões crescentes, enquanto o perigo de se multiplicarem os países detentores de armas nucleares cria motivadas apreensões em toda a pessoa responsável. Há ainda muitas guerras civis no continente africano, embora também se tenham registado em vários dos seus países progressos na liberdade e na democracia. O Médio Oriente continua a ser teatro de conflitos e atentados, que não deixam de influenciar nações e regiões limítrofes com o risco de arrastá-las na espiral da violência. A nível mais geral, há que registar, com tristeza, um número maior de Estados envolvidos na corrida aos armamentos: temos até nações em vias de desenvolvimento que destinam uma quota importante do seu magro produto interno para a compra de armas. Neste funesto comércio, são muitas as responsabilidades: há os países do mundo industrialmente desenvolvido que arrecadam avultados lucros da venda de armas e temos as oligarquias reinantes em muitos países pobres que pretendem reforçar a sua posição com a aquisição de armas cada vez mais sofisticadas. Em tempos tão difíceis, é verdadeiramente necessária a mobilização de todas as pessoas de boa vontade para se encontrar acordos concretos que visem uma eficaz desmilitarização, sobretudo no campo das armas nucleares. Nesta fase em que o processo de não proliferação nuclear marca passo, sinto-me no dever de exortar as Autoridades a retomarem, com mais firme determinação, as conversações em ordem ao desmantelamento progressivo e concordado das armas nucleares existentes. Ao renovar este apelo, sei que dou voz a um desejo compartilhado por quantos têm a peito o futuro da humanidade.

15. Há sessenta anos, a Organização das Nações Unidas tornava pública, de maneira solene, a Declaração Universal dos Direitos Humanos (1948-2008). Com tal documento, a família humana reagia aos horrores da II Guerra Mundial, reconhecendo a sua própria unidade assente na igual dignidade de todos os homens e pondo, no centro da convivência humana, o respeito pelos direitos fundamentais dos indivíduos e dos povos: tratou-se de um passo decisivo no árduo e empenhativo caminho da concórdia e da paz. Merece também menção especial a passagem do 25º aniversário da adopção pela Santa Sé da Carta dos Direitos da Família (1983-2008), bem como o 40º aniversário da celebração do primeiro Dia Mundial da Paz (1968-2008). Fruto duma providencial intuição do Papa Paulo VI, retomada com grande convicção pelo meu amado e venerado predecessor, Papa João Paulo II, a celebração deste Dia proporcionou ao longo dos anos a possibilidade de a Igreja desenvolver, através das Mensagens publicadas para tal circunstância, uma doutrina elucidativa em defesa deste bem humano fundamental. É precisamente à luz de tais significativas comemorações que convido todo o homem e toda a mulher a tomarem consciência mais lúcida da sua pertença comum à única família humana e a empenharem-se por que a convivência sobre a terra espelhe cada vez mais esta convicção da qual depende a instauração de uma paz verdadeira e duradoura. Em seguida, convido os crentes a implorarem de Deus, sem se cansar, o grande dom da paz. Os cristãos, por seu lado, sabem que podem confiar-se à intercessão d'Aquela que, sendo Mãe do Filho de Deus encarnado para a salvação da humanidade inteira, é Mãe comum.

A todos desejo um Ano Novo feliz!

Vaticano, 8 de Dezembro de 2007.

BENEDICTUS PP. XVI

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Reunião Pastoral do Dia 26/07/2010 - palestra da Irmã Elizabeta

Nesta reunião fomos brindados com uma das mais belas palestras sobre a importancia de participarmos da Santa Missa, a nossa querida Irmã Beta, tirou nossas duvidas em relação a missa de um jeito simples e instrutivo e passamos a entender melhor a liturgia da Santa Missa e seus significados, todos nós chegamos ao consenso, que foi uma das melhores palestras que participamos ultimamente.